01/02/2018 - 11:10
Do interior ao cosmo: programação 2018.1 da Galeria La Salle

“Não haveria cultura nem história sem inovação, sem criatividade, sem curiosidade, sem liberdade sendo exercida ou sem liberdade pela qual, sendo negada, se luta”. Sentada em sua sala, cercada por papéis e poéticas (como os bonequinhos nordestinos de argila posicionados acima da estante e o quadro da mãe, Veronica), Angelina Accetta cita Paulo Freire (1921-1997) para falar da importância de se investir no talento de cada um. É com este olhar, em torno do eu, da história, mas também voltado ao que é externo, que a Galeria La Salle recebe 2018. Com a proximidade da volta às aulas, o site do Unilasalle-RJ entrevistou a coordenadora do espaço para descobrir o que o público pode esperar deste primeiro semestre.

Ela adianta que a diversidade de percepções relativas à arte terá seu ponto alto em duas mostras com títulos em espanhol, “Exposicíon Iconográfica Lasaliana Siglo XX-XXI” e “Relatos desde la piel”, ambas relacionadas a São João Batista De La Salle. Confira abaixo o calendário completo com comentários de Angelina:

 

Fevereiro – “Identidades - uma geometria da memória”

“Vamos dar início com o artista e professor Sandro Silveira, que já esteve conosco ano passado, mas junto das crianças da Escola La Salle RJ. Agora ele vem sozinho apresentar a necessidade de buscarmos a construção das identidades, através dos rostos desenhados e pintados, que nos diferenciam, mas também nos unem. Vamos discutir sobre a universidade, o nosso papel aqui e a nossa missão enquanto seres humanos, que se transformam o tempo inteiro”.

 

Março – “O pão nosso”

“Teremos o lançamento do livro ‘Rio, paisagem gastronômica’, de Ana Roldão, professora da Escola de Gastronomia, e, em consonância, exposição dela relativa ao pão. Será apresentado um pouco da história do alimento, painéis de linho vão ilustrar o trigo em diferentes civilizações. Junto com seus alunos, será feito pão e também haverá uma réplica na mostra. Vamos ter barracas dos alunos para degustação e workshops porque a programação é concomitante com a Feira Gastronômica”. 

 

Abril – “Prismas”

“Renato Neves trabalha com fotografia distorcida, lidando com a cromática, a gama de cores na fotografia. Ele nos agrega a possibilidade de uma arte mais digital com 'Prismas' em abril”.

       

“Exposicíon Iconográfica Lasaliana Siglo XX-XXI”

“A Exposição Iconográfica acontece em Roma e foi um convite enviado para todas as universidades da rede. Eu me sinto muito lisonjeada da Galeria La Salle poder participar com artistas que já passaram por aqui e que possamos intercambiar arte e percepção. São diferentes formas de transpor o que se sente sobre La Salle, conforme o seu estilo para uma gramática visual. Ficamos felizes com a oportunidade de até o acervo filatélico participar. Estamos mandando três selos comemorativos da coleção herdada do Irmão Ângelo Taffarel, além das obras de Ademas Neto, Bê Sancho, Cândida Boechat, Carlos Hélio (CHA) e Ricardo Basílio. O interessante é a diversidade do olhar, mas também de suporte e dos materiais usados: um modelou La Salle através do barro, o outro foi pintado, o outro foi recortado, o outro foi sobreposto e outro selado”.

 

Maio – “Relatos desde la piel”

“No mês de La Salle, vamos dar um novo passo no convênio assinado com o MiMuseo Universitario de La Salle, em Bajío, no México, depois de levarmos obras de dois artistas da Galeria para lá em outubro do ano passado. Eles vão nos emprestar o Acervo deles referente ao nosso fundador. A ideia é que nossos alunos de Relações Internacionais possam fazer contato com eles e organizar também palestras”.

 

Junho/Julho – “Nós do mundo”

“O Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz, será nosso parceiro na exposição ‘Nós do mundo’, cuja proposta é discutirmos sobre a relação do homem com a natureza, mostrando tanto o cenário contemporâneo quanto as soluções já existentes para o alcance de um desenvolvimento mais sustentável. Quero mostrar que a arte está presente em todos os campos do conhecimento, como o desenvolvimento de uma ideia perseguida, assistida e transformada. Se começamos o semestre falando de identidade, do interior, terminamos abordando o cosmo. Olhando para o exterior também olhamos para nós mesmos”. 

Por Luiza Gould

Acom Unilasalle-RJ

 



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