16/02/2018 - 19:52
Google e metodologias ativas motivam o Seminário Pedagógico 2018.1

“Será uma semana de muito trabalho, que certamente vai agregar, a cada um de nós, competências sintonizadas com o momento atual do desenvolvimento científico-tecnológico, inclusive da tecnologia pedagógica”. Esse foi o recado do vice-reitor e pró-reitor Acadêmico, Ronaldo Curi Gismondi, na recepção a docentes e colaboradores técnico-administrativos. Com a proximidade da abertura do semestre, fevereiro marca o início de um tempo de aprendizagem, a ser praticado com os alunos em breve. Desta vez, o Seminário Pedagógico teve como foco a parceria entre Google e Unilasalle-RJ.

Até 8 de fevereiro, tanto professores quanto funcionários receberam treinamento para uso da plataforma Google for Education, que já é usada por 80 milhões de pessoas no mundo e agora apresenta oportunidades diversas à instituição. No caso dos docentes, também foi oferecido workshop sobre metodologias ativas, com a “intenção de que passemos a utilizar mais estas práticas em sala, nos distanciando das aulas puramente expositivas”, como explicaria Gismondi. O resultado não poderia ser melhor, já que, mais de 95% dos professores do Unilasalle-RJ participaram dos treinamentos. Além disso, 60 alunos indicados pelos coordenadores de curso foram treinados para serem monitores, auxiliando a implantação da tecnologia. A abertura da formação, no dia 5 de fevereiro, contou com apresentação dos espaços Google na instituição, do Planejamento Estratégico, da missão e valores do centro universitário, e da Comissão Própria de Autoavaliação.

O reitor, Irmão Jardelino Menegat, centrou seu discurso em torno das 11 tendências de ensino para 2018, segundo reportagem publicada pelo jornal Correio Braziliense em janeiro. Ao se dirigir aos educadores – “Todos nós fazemos educação, independente da função que exercemos. Hoje não se faz educação apenas na sala de aula” –, Menegat falava em espírito colaborativo para cativar os jovens: “O Unilasalle-RJ investiu, em parceria com a empresa Nuvem Mestra, em uma ferramenta que, efetivamente, ajude o corpo educativo no processo de aprender e ensinar. Nossos espaços vão tornar-se mais encantadores para a aprendizagem. Nós acreditamos que precisamos ser visionários se queremos fazer diferença no mundo da educação”.

 

Ao citar a tendência da tecnologia, elencada no estudo, Menegat constatou que é preciso se instrumentalizar para não perder o timing. “É essencial que as escolas, as universidades forneçam a estrutura necessária”, afirmou, “O professor não tem condição de ter todos os recursos tecnológicos e levá-los para a sala de aula, a instituição precisa oferecer. Por isso, estamos criando novos espaços educativos e disponibilizaremos 70 Chromebooks. Queremos ver algo semelhante a um livro na Biblioteca. Se o aluno não tem o notebook, que ele possa ter ao seu alcance os Chromebooks que encontrará aqui”.

Coube a Leonardo Diniz (coordenador de Comunicação e Marketing), Paula Brasil (coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo) e Alex Salgado (professor de Sistemas de Informação) explicarem como serão os novos espaços, a que se referiu o Irmão. Os três fazem parte da Comissão Google, composta por nove integrantes, que fará sair do papel três ambientes, tendo Paula sido a responsável pelo projeto arquitetônico.

“Nossa ideia foi começar de trás para frente, pensar em como os locais seriam utilizados, que dinâmicas seriam aplicadas, para que começássemos a idealizar a estrutura necessária”, contou Diniz, “Pensamos na palavra conexão para ser nossa espinha dorsal: Como conectar pessoas? Como conectar instituições? Como conectar conhecimento? O termo se refere tanto ao WiFi, levar internet, quanto conexão entre pessoas, as que estão dentro de uma mesma sala ou do outro lado do globo”.

Conheça aqui a Sala Conexão Mundo, a Sala Conexão Makerspace e a Sala Conexões Múltiplas.

Inovação sim, mas sem perder o foco de transformar vidas a partir da excelência educativa. Livia Ribeiro, coordenadora da Ação Comunitária, abordou o tema no dia 5, ao especificar a missão institucional. Tangibilizando o “tamanho da responsabilidade”, Livia convidou os presentes a um exame de consciência, no qual perguntou se a plateia conhecia alunos cujas vidas foram mudadas pela passagem no centro universitário, para depois apontar a ligação entre esta questão e uma outra: “Quais são as razões que fazem de vocês educadores?”. “Os grandes líderes costumam elaborar os seus discursos, motivar os seus seguidores a partir da certeza de que não adianta dizer para você o que eu faço ou como eu faço. Você precisa entender que as razões pelas quais você executa o se fazer tem sentido no seu dia a dia. Este é o nosso papel, inspirar, e da melhor forma. Eu, como aluno, não ia querer que apagassem as luzes às 21h e lessem o power point. O nosso desafio é empatia, é trabalhar em vários lugares, ter uma rotina corrida e, mesmo assim, transformar o power point às 21h em exceção”, atestou.

Para Fernanda Nanci e André Parreiras, coordenadores adjuntos dos cursos de Relações Internacionais e Administração, o desafio era este em sala de aula, mas também outro ao longo de 2017. O Comitê de Planejamento Estratégico, da qual os docentes participam, se debruçou sobre a instituição durante um ano, “a partir do engajamento de cerca de 20 pessoas todo o mês, com o fim de pensar o que queremos para o Unilasalle-RJ nos próximos 5 anos”, como lembrou Fernanda. Divididos em grupos de trabalhos, os membros do comitê puderam ter uma “visão global da IES, e de suas forças, fraquezas, oportunidades que temos no mercado, ameaças”. As diversas etapas culminam, a partir deste ano, com o desdobramento de tudo o que foi planejado na realidade.

 

Os objetivos passam por continuar contribuindo para o desenvolvimento social, sermos mais atrativos para os alunos, além de conquistarmos parceiros e receitas a partir do aprimoramento da excelência educativa. Plantar agora para gerar resultados mais tarde. A lógica tem funcionado bem, como corroborou a decana, professora Mary Rangel, na última explanação da noite. Há nove anos à frente da Comissão Própria de Autoavaliação Institucional, ela passou o bastão para Denise Salles, coordenadora de RI. Mas não sem antes ter ressaltado como se constitui o relatório da CPA e sua importância para a instituição – “Diria que é um dos corações desta casa. A CPA é uma grande pesquisa acadêmica, cujo propósito fundamental é motivar os avanços institucionais”, frisou.  

O documento gerado pela comissão é um termômetro de satisfação dos lassalistas com a educação ofertada, no qual alunos, professores e funcionários elencam pontos positivos e negativos do local onde estudam e trabalham. Desta vez, Mary e sua equipe desenvolveram relatório retomando 2015, 2016 e 2017. Entre os dados está o percentual de satisfação dos discentes cursantes de 98,5% no último ano.

A decana recebeu das mãos do Irmão Jardelino Menegat certificado e medalha de honra ao mérito por relevantes serviços prestados ao Centro Universitário La Salle do Rio de Janeiro. Veja fotos deste momento e, em seguida, imagens do treinamento dado aos docentes e colaboradores naquela semana:

 

 

 

Por Luiza Gould

Fotos de Beatriz Siqueira e Luiza Gould

Ascom Unilasalle-RJ  



Confira a galeria de fotos e vídeos
Voltar